primeiros socorros

Primeiros socorros no ambiente escolar

Primeiros socorros no ambiente escolar

Lucas em foto divulgada na página criada pela família. (Foto: Divulgação/Facebook)

As atividades de primeiros socorros são caracterizadas como ações de cuidado imediato que devem ser iniciadas rapidamente a uma pessoa vítima de acidente ou de mal súbito, com a finalidade de minimizar o agravamento do quadro clínico (BRASIL, 2003).

É importante, portanto, que as pessoas (coordenadores, diretores, professores e administradores) envolvidas no processo pedagógico, nas escolas estejam devidamente capacitadas tecnicamente para a realização de intervenção de primeiros socorros.

Pois, conforme indica a cartilha lançada pelo ministério de saúde, sobre as atividades de primeiros socorros, qualquer pessoa que tenha passado por treinamento técnico especializado, poderá prestar assistência por meio de ações básicas (BRASIL, 2003).

Sabendo, portanto, da relevância das atividades de primeiros socorros e que a ocorrência de acidentes faz parte da rotina de instituições de ensino, torna-se importante à capacitação dos profissionais que integram o cenário escolar, no sentido de conhecer as principais intervenções de primeiros socorros, para serem utilizadas quando necessário.

Conheça a Lei Lucas

As ideias de segurança, cuidado e bem estar se estendem em todo e qualquer ambiente, dentre eles, o escolar.

Em setembro de 2017, um estudante de 10 anos morreu em Campinas (SP) ao se engasgar com um lanche durante um passeio escolar. A partir dessa fatalidade, reacendeu o debate no que tange a segurança e falta de capacitação em primeiros socorros nas escolas.

O que é Lei Lucas?

A Lei Lucas (Lei Nº 13.722) estabelece a obrigatoriedade da “capacitação em noções básicas de primeiros socorros de professores e funcionários de estabelecimentos de ensino públicos e privados de educação básica e de estabelecimentos de recreação infantil”.

O seu objetivo é aumentar a segurança de crianças e adolescentes dentro do espaço escolar ou recreativo, oferecendo o conhecimento necessário para que os profissionais possam lidar com situações emergenciais. Afinal de contas, quase quatro mil crianças morrem no Brasil todo os anos por conta de algum tipo de acidente.

O texto da lei é composto por oito artigos. No primeiro deles consta que professores e profissionais das escolas e estabelecimentos de recreação devem realizar um curso anual de capacitação/reciclagem.

A regulamentação da Lei Lucas ocorreu em outubro de 2018, sancionada pelo então presidente Michel Temer. Contudo, os estabelecimentos ainda tiveram 180 dias para se adequar à nova regra. Isso significa que desde abril de 2019, ela é obrigatória em todo território nacional.

A legislação também trata das penalidades para quem descumprir a medida, o que vai de notificação até fechamento do local. O conteúdo do curso visa capacitar os profissionais para lidar com situações de emergência, como engasgos, afogamentos, queimaduras, fraturas etc.

O objetivo é fazer com que a pessoa saiba como agir até a chegada da equipe médica especializada. A responsabilidades pela realização dessas aulas é do estabelecimento privado (colégio/local de recreação) ou dos sistemas ou redes de ensino, no caso das instituições públicas.

Capacitação

O projeto estabelece que os cursos de primeiros socorros serão ministrados por entidades municipais ou estaduais especializadas em práticas de auxílio imediato e emergencial à população, no caso dos estabelecimentos públicos; e por profissionais habilitados, no caso dos estabelecimentos privados. A certificação dos profissionais deverá ainda ser exposta em local visível nos locais de ensino e recreação.

O conteúdo dos treinamos será direcionado de acordo com a faixa etária do público atendido. As instituições educacionais deverão dispor ainda de kits de primeiros socorros, conforme orientação das entidades especializadas em atendimento emergencial, como os corpos de bombeiros militares e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU).

A quantidade de profissionais capacitados em cada estabelecimento será definida em regulamento e deverá levar em conta a proporção com o tamanho do corpo de funcionários ou com o fluxo de atendimento de crianças e adolescentes.

O descumprimento das normas ocasionará a aplicação de penalidades como notificação e multa. Na ocasião de reincidências, a multa será em dobro e poderá gerar até cassação do alvará de funcionamento ou autorização. Se a escola ou creche for pública, deverá haver a responsabilização patrimonial do agente público.

O projeto estabelece que os cursos de primeiros socorros serão ministrados por entidades municipais ou estaduais especializadas em práticas de auxílio imediato e emergencial à população, no caso dos estabelecimentos públicos; e por profissionais habilitados, no caso dos estabelecimentos privados. A certificação dos profissionais deverá ainda ser exposta em local visível nos locais de ensino e recreação.

O conteúdo dos treinamentos será direcionado de acordo com a faixa etária do público atendido. As instituições educacionais deverão dispor ainda de kits de primeiros socorros, conforme orientação das entidades especializadas em atendimento emergencial, como os corpos de bombeiros militares e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

A quantidade de profissionais capacitados em cada estabelecimento será definida em regulamento e deverá levar em conta a proporção com o tamanho do corpo de funcionários ou com o fluxo de atendimento de crianças e adolescentes.

É importante ressaltar a relevância do manejo prático e não somente o teórico, pois diante de uma situação real, para haver um domínio da cena, se faz necessário colocar a mão na massa.

Primeiros socorros em acidentes domésticos

Primeiros socorros em acidentes domésticos

Acidentes domésticos costumam ser bem comuns e, em sua maioria, não apresentam grande perigo. Contudo, observações menos superficiais devem ser realizadas em busca de outros possíveis danos, que talvez, se ocultem pela sua aparente inocuidade. Apesar da esporadicidade de eventos mais graves, os conhecimentos em atendimentos pré-hospitalares podem contribuir expressivamente para que danos permanentes não se estabeleçam.

Os episódios de acidentes dométicos mais recorrentes são queimaduras, sangramento do nariz (epistaxe), intoxicação, cortes, choques elétricos, quedas, asfixia e mordidas. Posto isso, confira cada tipo dos acidentes aqui mencionados, o que fazer e como evitá-los:

1. Queimaduras

Queimadura é toda lesão provocada pelo contato direto com alguma fonte de calor ou frio, produtos químicos, corrente elétrica, radiação, ou mesmo alguns animais e plantas (como larvas, água-viva, urtiga), entre outros. Se a queimadura atingir 10% do corpo de uma criança ela corre sério risco. Já em adultos, o risco existe se a área atingida for superior a 15%.

As queimaduras podem surgir devido à exposição prolongada ao sol ou a fontes de calor, como fogo ou água fervente, por exemplo, e o que se deve fazer inclui:

  1. Colocar a região afetada debaixo de água fria por 15 minutos, no caso de objetos quentes, ou aplicar creme de babosa, no caso de queimadura solar;
  2. Evitar esfregar qualquer tipo de produto, como manteiga ou óleo;
  3. Não furar as bolhas que podem surgir na pele queimada.

As queimaduras de segundo grau são caracterizadas pela presença de bolhas e inchaço local. Neste caso, as camadas intermediárias da pele também foram queimadas, e por isso é importante que, além de deixar o ferimento em água fria por 15 minutos, também se faça uma compressa com gaze molhada durante as primeiras 48 horas, trocando a gaze sempre que a água esquentar.

Em casos de queimadura de terceiro grau, a única coisa a se fazer é cobrir a área afetada com uma gaze esterilizada e ir imediatamente para o pronto socorro ou ligar para a emergência. As consequências de queimaduras de terceiro grau são muito sérias, podendo levar à morte. 

2. Sangramento pelo nariz

A epistaxe, caracterizada pelo sangramento nasal, é uma manifestação relativamente comum e que atinge pessoas de qualquer idade. A estimativa é de que mais da metade da população adulta já tenha passado por pelo menos um episódio de hemorragia ao longo da vida, o que pode estar associado a diferentes fatores.

Embora cause um grande desconforto, o sangramento nasal não costuma representar gravidade e muitas vezes pode ser resolvido de maneira simples, sem a necessidade de intervenção médica. Este geralmente é um problema autolimitado, em que o sangramento cessa sozinho após um tempo, mas existem casos em que pode ser necessária a realização de um procedimento. 

Para parar o sangramento deve-se:

  1. Sentar e inclinar a cabeça para a frente;
  2. Apertar as narinas com o polegar e indicador durante pelo menos 10 minutos;
  3. Após parar o sangramento, limpar o nariz e a boca, sem fazer pressão, utilizando uma compressa ou pano molhado com água morna;
  4. Não assoar o nariz durante pelo menos 4 horas após o nariz sangrar.

se surgirem outros sintomas como tonturas, desmaio ou sangramentos nos olhos e ouvidos. Nestes casos deve-se chamar uma ambulância, ligando o 192, ou ir imediatamente ao pronto-socorro.

A epistaxe pode ser evitada não se expondo muito tempo ao sol ou a temperaturas muito altas, pois o calor dilata as veias do nariz, facilitando o sangramento.

3.Intoxicação ou envenenamento

A intoxicação é mais frequente em crianças devido à ingestão acidental de medicamentos ou produtos de limpeza que estão ao seu alcance.

Geralmente, as intoxicações ocorrem nos horários que antecedem as refeições: das 10 às 12 horas e das 17 às 20 horas; Também, quando a rotina da casa muda, por exemplo, durante as férias, mudança, quando há convidados, problemas na família. Nestes casos, o que se deve fazer imediatamente é:

  1. Chamar ajuda médica, ligando o 192;
  2. Identificar a fonte do envenenamento;
  3. Manter a vítima calma até a chegada da ajuda médica.

Para evitar situações como essas mantenha todos os produtos tóxicos em local seguro e trancado, fora do alcance das mãos e dos olhos das crianças, de modo a não despertar sua curiosidade. Para ajudar a prevenir intoxicações com remédios ou produtos de limpeza adquira, se possível, produtos com trava de segurança. As mais frequentes intoxicações em crianças são causadas por remédios, produtos de uso doméstico, como alvejantes, querosene, polidores de móveis, tintas, solventes, detergentes, inseticidas.

4. Cortes

Os cortes podem ser provocados por objetos cortantes, como faca ou tesoura, assim como objetos perfurantes, como pregos ou agulhas, por exemplo. Os primeiros socorros incluem:

  1. Fazer pressão sobre o local com um pano limpo;
  2. Lavar a região com soro fisiológico ou com água e sabão, após estancar a hemorragia;
  3. Cobrir o ferimento com um curativo esterilizado;
  4. Evitar retirar objetos que estejam perfurando a pele;
  5. Ligar para o 192 ou ir ao pronto-socorro se existirem objetos perfurando a pele.

Para evitar cortes e arranhões, evite atividades perigosas e interações com superfícies afiadas ou grosseiras. Use roupas para proteger seus braços, pernas e tronco e esteja ciente de seu ambiente. Se você fizer um corte ou arranhão, limpe e trate-o imediatamente para evitar a infecção.

5. Choque elétrico

As ocorrências de choques elétricos são mais comuns em crianças devido à desproteção das tomadas, mas também se dão com adultos pela utilização de equipamentos eletrônicos com falta de manutenção. Em caso de choque elétrico, a primeira coisa a ser feita é desligar o quadro geral de energia para cortar a alimentação de carga elétrica à vítima, caso ela ainda esteja conectada à fonte.

Depois, é preciso afastar a vítima do objeto que provocou o choque. Isso deve ser feito com um item de madeira, plástico ou borracha, que não são condutores de energia. Caso a vítima esteja em pé, é importante deitá-la para que ela não sofra uma queda após o choque. Nesses casos o que se deve fazer é:

  1. Desligar o quadro geral de energia;
  2. Afastar a vítima da fonte elétrica utilizando objetos de madeira, plástico ou borracha;
  3. Deitar a vítima para evitar quedas e fraturas após o choque elétrico;
  4. Chamar uma ambulância, ligando para o 192.

deve-se fazer a manutenção dos aparelhos eletrônicos de acordo com a indicação do fabricante, assim como evitar utilizar ou ligar fontes elétricas com as mãos úmidas. Além disso, caso existam crianças em casa, é recomendado proteger as tomadas da parede para evitar que a criança introduza os dedos na corrente elétrica.

6. Quedas

Atire a primeira pedra quem nunca levou um tropeção ou um tombo sem querer. As quedas geralmente ocorrem quando se tropeça em algo ou ao escorregar em um piso molhado, por exemplo, ou mesmo quando se está no topo de algum objeto alto, como uma escada ou uma cadeira. A primeira coisa a se fazer é verificar se houve desmaio ou se a vítima está inconsciente. Nesses casos, ligue para o 192 ou leve a vítima para o hospital imediatamente. 

Para evitar que eventos assim se sucedam deve-se evitar ficar de pé em cima de objetos altos ou instáveis, assim como utilizar sapatos bem ajustados ao pé, por exemplo.

7. Asfixia

A asfixia normalmente é provocada por engasgamento que pode acontecer, mais frequentemente, ao comer ou ao engolir objetos pequenos, como tampa de uma caneta, brinquedos ou moedas, por exemplo. Os primeiros socorros neste caso são:

  1. Bater 5 vezes no meio das costas da vítima, mantendo a mão aberta e num movimento rápido de baixo para cima;
  2. Fazer a manobra de Heimlich, caso a pessoa continue engasgada. Para isso, deve-se segurar a vítima por trás, passar os braços à volta do tronco e fazer pressão com um punho cerrado sobre a boca do estômago. Veja como fazer a manobra corretamente;
  3. Chamar ajuda médica, ligando para o 192, caso a pessoa continue engasgada após a manobra.

Para evitar a asfixia é aconselhado é aconselhado mastigar corretamente os alimentos e evitar comer pedaços muito grandes de pão ou carne, por exemplo. Além disso, também se deve evitar colocar objetos pequenos na boca ou oferecer brinquedos com peças pequenas para as crianças.

8. Mordidas

As mordidas ou picadas podem ser provocadas por vários tipos de animal, como cão, abelha, cobra, aranha ou formiga e, por isso, o tratamento pode variar. No entanto, os primeiros socorros para mordidas são:

  1. Chamar ajuda médica, ligando para o 192;
  2. Deitar a vítima e manter a região afetada abaixo do nível do coração;
  3. Lavar a região da mordida com água e sabão;
  4. Evitar fazer torniquete, sugar o veneno ou espremer o local da mordida.

Recomenda-se colocar redes nas janelas e portas para evitar a entrada de animais peçonhentos dentro de casa, evitando assim possíveis acidentes.

E aí, ainda ficou com alguma dúvida sobre esse assunto? Deixe um comentário com a sua pergunta que responderemos!

Primeiros socorros em casos de incêndios

Primeiros socorros em casos de incêndios

Nesse texto aprenderemos como agir em uma situação de incêndio, e como prestar os primeiros socorros. Um incêndio pode acontecer de forma repentina, e os primeiros socorros a vítimas de incêndio deve ser rápido. Um incêndio é quando as chamas ou ocorrências de incêndios não controlados, que pode ser de extrema periculosidade para a saúde ou para a vida, e para estruturas. Vítimas de incêndio podem ter a saúde abalada ou a morte pela a inalação de gases e fumaça, quedas de estruturas, queimaduras graves.

Focos de incêndios em uma residência, prédio, local de trabalho, podem começar decorrente de vários motivos: vazamento de gás, descuido com pontas de cigarros, velas, falha na instalação elétrica, são diversos motivos para causar um incêndio, o fogo pode se espalhar rapidamente por toda área, é preciso manter a calma e agir rapidamente.

Precauções

Primeiramente a melhor coisa é a prevenção, sempre verificar se as instalações elétricas, instalações de gás, extintores estão de acordo com as normas de segurança, sempre mantenha produtos inflamáveis, produtos químicos, velas, isqueiros longe do alcance de crianças, sempre que sentir cheiro de gás em locais fechados tome todo cuidado possível não acendendo as luzes ou isqueiro pois uma pequena faísca pode provocar um incêndio, e abra as janelas e portas para que o gás possa sair, feche o registro do gás e peça para todos evadir o local, e ligue para o corpo de bombeiros se necessário, cuidado ao descartar pontas de cigarro sempre verifique se estão apagadas antes de descartar.

O que fazer em ocorrência de incêndio

O primeiro socorro em casos de incêndios imediatamente chame o corpo de bombeiros pelo número 193, se possivelmente cubra o rosto com uma das mãos para visualizar a saída, se tiver muita fumaça fique abaixado pois há mais oxigênio em baixo, e a temperatura é menor, e tente sair do local abaixado. A fumaça inalada é muito tóxica e é necessário que a vítima após sair do local use uma máscara de oxigênio para se recuperar.

Se o corpo da vítima tiver em chamar abafar o corpo dela com um cobertor, e ao retirar a vítima do local de incêndio deite a vítima no chão e a role. Se a vítima estiver com queimaduras, para qualquer tipo aplique água corrente fria da torneira por 20 minutos, caso não tenha água corrente fria, molhe alguns lençóis e dentre de 2 minutos alterne o lençol úmido para cada queimadura, e procure atendimento médico o mais rápido possível.

Não dê nada para a vítima comer ou beber, não passe pomadas, ou cremes sem orientação médica, não use gelo, remova todos os acessórios da vítima como: roupas, joias, bijuterias, pois as mesmas podem reter o calor e agravar a situação da vítima.

Em casos se a vítima estiver desmaiada

Se a vítima estiver desmaiada sem respirar, inicia a respiração boca a boca de forma correta.

  1. Deite a vítima de forma confortável e com a barriga para cima, apoie a cabeça da vítima sobre uma almofada, de forma em que o pescoço fique esticado para traz e o queixo para cima, verifique se há obstrução na boca da vítima se sim retire o objeto;
  2. Com os dedos tampe o nariz da vítima, e faça a respiração boca a boca jogando o ar dentro da boca da vítima, repetindo esse procedimento 20 vezes a cada 60 segundos, verifique se os sinais vitais da vítima respondem.
Se a vítima estiver desmaiada sem batimentos cardíacos é necessário realizar uma massagem cardíaca e respiração boca a boca.

Deite a vítima de forma confortável e com a barriga para cima, apoie a cabeça da vítima sobre uma almofada, de forma em que o pescoço fique esticado para traz e o queixo para cima. Estique os braços e apoie sua mão sobre a outra, coloque as palmas da mão no centro do tórax da vítima, se for adulto empurre suas mãos com força 2 compressões a cada 1 segundo, faça 30 seções de massagem cardíaca e inicie a respiração boca a boca.

Observação:

Se a vítima for uma criança ou bebê faça a massagem cardíaca com apenas as pontas dos dedos, para que não machuque a criança, proceda com 5 massagem cardíacas e assopre o ar na boca da criança levemente.

Nunca arrisque sua vida para salvar alguém de um incêndio, se não for um profissional qualificado. Empresas, locais de trabalho, escolas devem todas estar dentro das normas de segurança. Alguns locais devem possuir brigadas de incêndios devidamente preparados para os primeiros socorros em casos de incêndios, para evitar que pessoas comuns se arrisquem para salvar outras pessoas sem nenhum conhecido adequado.

Como prestar os primeiros socorros em 9 passos

Como prestar os primeiros socorros em 9 passos

Todos nós estamos sujeitos a nos deparar com situações de acidentes ou emergências. Conhecer o passo a passo dos primeiros socorros pode ser fundamental para salvar uma vida. E a principal preocupação deve ser com os cuidados iniciais a uma pessoa desacordada.

Os procedimentos imediatos, quando feitos de maneira correta, podem aumentar em até 85% as chances de sobrevivência de alguém que sofra uma parada cardiorrespiratória. Mas é importante lembrar que, enquanto estão sendo realizados os passos iniciais, uma ambulância já deve ter sido chamada e estar a caminho.

O que fazer ao se deparar com alguém desacordado?

1. Avaliar a situação

Se você encontrar alguém caído e desacordado, deve se aproximar, manter a área segura e começar os procedimentos.

2. Desobstruir a passagem de ar

Com a mão esquerda, incline a cabeça e eleve o queixo da vítima para deixar a via área aberta, assim o ar consegue passar mais facilmente. Entretanto, se a vítima tiver sofrido um acidente, como atropelamento ou queda de altura, evite mover o pescoço ou movimentá-la.

3. Avaliar a consciência da vítima

Sacuda os ombros ou belisque a vítima para ver se ela reage aos estímulos mecânicos. Também converse com ela, pergunte como está e o que aconteceu para ver se reage aos estímulos verbais.

4. Pedir ajuda profissional

Solicite que alguém próximo ligue para o SAMU 192, ou faça contato você mesmo, e peça atendimento informando que está com uma vítima inconsciente (ou outras condições em que se encontre) e o local onde está.

5. Avaliar a respiração

Observe se a pessoa apresenta movimentos respiratórios. Se a vítima não responde a estímulos verbais e mecânicos e não respira, ela pode estar em dois estados que representam ameaça iminente à vida: parada respiratória ou parada cardiorrespiratória.

Nesses casos, deve ser aplicada a técnica de reanimação até que chegue um atendimento médico especializado. Saiba como proceder.

6. Iniciar os procedimentos de reanimação

Posicione as mãos entrelaçadas no centro do tórax, acima do osso esterno da vítima, exatamente entre os mamilos, em cima do coração. Fique com o seu corpo diretamente por cima das mãos, para que seus braços estejam retos e firmes.

7. Iniciar os ciclos de massagem cardíaca

Pressione a região onde estão posicionadas as mãos de forma vigorosa, utilizando o peso do corpo como apoio, de forma que cada movimento gere um afundamento de 5 cm do tórax e numa frequência de cem compressões por minuto, o que significa que você deve fazer mais de uma compressão por segundo.

Repita o movimento até o coração voltar a bater ou até o socorro chegar. Não é necessário realizar a respiração boca a boca, se você não se sentir à vontade. Nesse caso, mantenha a massagem cardíaca até a chegada de ajuda especializada. Se você quiser fazer a respiração boca a boca, essa deve ser intercalada com 30 compressões para cada duas ventilações.

8. Fazer respiração artificial

Com uma mão, feche o nariz da vítima e com a outra levante o queixo dela. Respire fundo e coloque sua boca sobre a da vítima. Assopre firmemente. Faça isso duas vezes. Observe se o peito da vítima se eleva, sinal de que o ar está indo para os pulmões.

9. Com a chegada dos médicos, afastar-se

Assim que a ajuda profissional chegar, você deve deixar o caminho livre para a equipe agir.

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